Mostrando postagens com marcador contos de alunos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contos de alunos. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de agosto de 2008

Bode de dar dó


Certo dia um bode que estava no meio da rua encontrou um velho que parecia estar morto. O bode mordeu a perna do velho. O velho achou bom e passou a ser seu dono. Colocou o nome do bicho de Banguela, porque o animal tinha apenas dois dentes.
O velho foi comprar comida para dar ao bode, na venda cujo dono costumava roubar no preço das coisas. Lá chegando viu uma mulher muito filé, que era muito amiga dele. E quis que ela visse o bode. Quando eles chegaram na casa do velho, o bode correu para cima da mulher. Começou a morder. Desesperado o velho correu até a mercearia e pediu ajuda. Quando voltaram viram a mulher e o bode estendidos no chão. O dono da mercearia balançou a cabeça e disse:
— Que desperdício. O bode ainda dá uma buchada, mas a mulher a terra come.
Uma velhinha saiu da casa e falou:
— Do que você tá falando.
E o velhinho chorando:
— Não vê minha velha. O bode matou a mulher e depois morreu.
— Morreram coisa nenhuma. Os dois ficaram foi amigos depois que a mulher ofereceu uma garrafa de caninha-da-roça. Beberam até amuarem.
E deste dia em diante conta-se que os cinco costumam se reunir para comer mingau milagroso e jogar carta.

2004
Jaqueline de Souza Feitas.

sábado, 2 de agosto de 2008

A perereca sabida


A perereca sabida morava numa cidade que se chamava bodega. Nesta cidade havia um caboclo que tinha a cabeça cheia de piolho, e se chamava anticonstitucionalissimamente. Ele criava um besouro, que um dia a perereca foi lá e o comeu.
O caboclo ficou muito zangado, por que o besouro era a única companhia que tinha. Ele foi no otorrinolaringologista para ver se o bicho tinha entrado em alguma parte da sua cabeça.
Dentro da barriga da perereca o besouro encontrou uma “besoura” fêmea. O besouro, como era muito beijoqueiro, foi logo em cima dela. Esfregando aquele cavanhaque nela.
A perereca empacou no meio do mato e c... os dois besouros no mato, e o dono do besouro como era muito abestalhado pisou nos dois na volta para casa.

2004
Cleverson

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mulher bruxa bonita


Há muito... muito tempo, existiu uma cidade na Inglaterra chamada Gleikis.
Nesta cidade, morava um rei muito rico e sua rainha. Eles tiveram uma linda princesa, mas ao dar a luz, a rainha morreu.
Com o passar do tempo a princesinha foi ficando cada vez mais gordinha. Começou a agir estanho, porque achava que era uma vaca e vivia no pasto junto ao rebanho bolvino. O rei, cada dia que passava, sabia ler menos ainda, até que não sabia mais ler.
Certo dia chegou a cidade uma mulher muito feia. Por onde ela passava todos da cidade riam dela e a chamavam de bruxa.
Ela sempre andava com uma formiga na mão, era seu bicho de estimação.
A mulher foi ficando com raiva daquele povo e se tornou uma terrível bruxa. Mas seus poderes não funcionavam, pois ela era muito desastrada. Então, ela decidiu uma coisa: que iria passar todos os seus podres e magicas para sua formiga de estimação. E isto fez.
Então, viajou com sua formiga para outro povoado bem distante. Lá, foi encontrar um dragão que diziam ser muito poderoso. Ao chegar a caverna teve uma surpresa: câmeras e câmeras, o bicho estava gravando uma novela.
A bruxa disse:
— Cadê o dragão poderoso?
— Eu? Poderoso? Eu não! Eu quero ser é ator de novela!
Ela não demorou um minuto a mais na caverna. Foi logo para casa, pensando pelo caminho:
— Eu não tenho poderes, mas minha formiga tem! Vou fazer minha formiga me tornar bonita e ninguém vai me chamar de bruxa.
E toda a cidade admirava e invejava a linda mulher que chegara, sem perceber que era a mesma que vituperaram em outras circunstâncias.


Elisama

O segredo do feitiço


Num belo dia, uma bruxa desastrada subiu a um muro muito alto. Ela não sabia que em cima do muro havia uma formiga ilusionista que se transformava em dragão. Ao ver a formiguinha disse:
— Nossa! Uma formiga, era o que eu precisava para minha receita.
Mas uma coisa aconteceu, a formiga transformou-se em um dragão e falou:
— Você não vai sair daqui viva!
— Sou uma bruxa e faço o que você quiser, tudinho é só pedir.
— Eu quero ser ator de novela.
— Ora, isto é fácil, só precisa me deixar passar. Do lado de lá existe uma princesa que pensa que é uma vaca. Foi um feitiço feito por alguém mau. Se eu desfizer o feitiço o rei será grato e me concederá um desejo...
— Não posso fazer isto, sou do bem, e o rei que não sabe ler é meu amigo e pai da princesa.
— Mas eu sei como tirar o feitiço da princesa.
A bruxa sentiu que seria seu fim. Precisava convencer o dragão. Mas, desastrada como era, acabaria dizendo algo errado.
O dragão percebendo o desconcerto da feiticeira disse:
— Fale como posso desfazer o feitiço ou te prendo num lugar onde nenhuma magia funciona.
— Tudo bem! Vou falar. Mas se afaste que seu bafo de fumaça está impregnando minha roupa.
—FAAAAALEE LOGO!
— Você precisa pedir ao rei que leia o feitiço que esta escrito neste papel.
Estendeu a mão e entregou um papel encardido e com aparência de antigo.
O dragão ficou indignado e se voltou para a bruxa:
— O rei não sabe ler será impossível ler o que está escrito no papel. Vou te prender!
A bruxa percebeu o vacilo que deu. Ela mesma cuidara para que o rei nunca aprendesse a ler, pois sabia que seus feitiços sempre eram desfeitos se a parte interessada os lesse. Mas não poderia se entregar sem luta, e disse:
— Espere! Como pode saber que ele não irá conseguir? Você ainda não tentou?
E o dragão chamou o rei e lhe disse:
— Se Vossa Majestade ler o que está escrito neste pedaço de papel sua filha voltará a ser humana.
E, para a surpresa de todos, o rei leu. Imediatamente a princesa virou gente.
O dragão, intrigado, perguntou:
— Como pode ser isto?
— A princesa, minha filha, foi que me ensinou a ler, para que eu lesse contos de fada para ela enquanto pastava.
A dragão consegui uma vaga em uma novela do reino e a bruxa deixou o ramo de bruxarias e resolveu ser jardineira real. E todos viveram felizes para sempre... Será?

Vanessa