Blog dedicado a literatura, divulgação do escritor Acy Reis Feitosa Pinheiro, contos, livros, histórias, memórias,textos,obra,biografia,bibliografia,publicações, editoras,resenhas,críticas literárias,publicações.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Nada restou
Hoje concluí: nada restou....
Nem a fé,
Nem a esperança.
Sempre cri que sabia alguma coisa.
Mas... Não! Não sei nada.
Minha ignorância
Tornou-se minha maior inimiga.
Tornei-me intolerante.
Fiquei sozinho.
Perdi esposa,
Amigos,
Vizinhos,
Colegas.
Não tenho ninguém.
Logo não sofrerei mais.
Tudo vai acabar rápido.
Já planejei
Cada passo.
O mundo só é bom,
Para quem acha que sabe alguma coisa.
Para os que compreendem ,
Não há espaço para a esperança.
O mundo e violento e injusto.
Tudo que tentei fazer de bom,
Voltou para mim com conseqüências ruins.
Todos se afastaram de mim.
Porque eu queria ser justo demais,
Fui desprezado,
Ignorado.
Disseram “na minha cara”:
- você é nojento!
- te odeio!
- você é ignorante com as pessoas!
- você não tem competência!
Aos poucos ...
Fui ficando sem forças.
A princípio achei que estas coisas
Não podiam me afetar.
Mas estava enganado.
A religião me ensinou a ser honesto e verdadeiro.
Mas no mundo real estas “qualidade”
Não são aceitas.
Sofremos calados.
Fraquejamos.
Procuramos uma válvula de escape.
Só nos resta o pecado.
Daí...
O arrependimento.
Que é o pior castigo,
Pois vem de nosso interior.
E nos pune eternamente.
Por que temos uma maldita consciência religiosa.
Invejamos os que são felizes
Por não terem tal consciência.
Fazem tudo que é errado .
E não sofrem com isto.
Não há fuga.
Não ouço a voz de um criador.
Aliás, Ele não socorreu diversas crianças
Em situações limites,
Por que me socorreria
É onipresente...
Mas só pode ser omisso...
Por permitir um mundo tão podre, tão desvairado
O único medo que tenho...
E de que Ele exista.
E quando me for tenha de ser
Condenado a algo pior que
O mundo corrompido e sujo que Ele criou.
Eu gostaria de me extinguir.
Para todo o sempre.
E nunca mais ter consciência.
Gostaria de nunca ter ouvido falar de Deus.
De não ter tido tantas esperanças.
Para que a decepção não fosse tão grande.
Não sei se sinto pena dos outros ou de mim.
Não sei se sofro pelos outros ou por mim.
Não sei se o mundo estará melhor ou pior sem mim.
Sei que há quem dependa de mim.
Mas todos se adaptam às tragédeas.
Já ouve quem me dissesse “você é um fraco”.
Mas quem disse isto já fez um aborto e matou um desconhecido.
Estamos no mesmo barco...
O evangelho parece uma espécie de:
Argumentos de defesa perante o Altíssimo.
Coisa como "nem eu me perdôo por isto”,
Mas após ouvir tais argumentos nem achamos
Que somos tão maus assim.
Mesmo assim há quem defenda o “fogo do inferno”
Se Deus é justos, porque condenar eternamente
Uma pessoa por um crime que fez num período ínfimo
E debaixo de todo tipo de má influência e corrupção?
Nem a fé,
Nem a esperança.
Sempre cri que sabia alguma coisa.
Mas... Não! Não sei nada.
Minha ignorância
Tornou-se minha maior inimiga.
Tornei-me intolerante.
Fiquei sozinho.
Perdi esposa,
Amigos,
Vizinhos,
Colegas.
Não tenho ninguém.
Logo não sofrerei mais.
Tudo vai acabar rápido.
Já planejei
Cada passo.
O mundo só é bom,
Para quem acha que sabe alguma coisa.
Para os que compreendem ,
Não há espaço para a esperança.
O mundo e violento e injusto.
Tudo que tentei fazer de bom,
Voltou para mim com conseqüências ruins.
Todos se afastaram de mim.
Porque eu queria ser justo demais,
Fui desprezado,
Ignorado.
Disseram “na minha cara”:
- você é nojento!
- te odeio!
- você é ignorante com as pessoas!
- você não tem competência!
Aos poucos ...
Fui ficando sem forças.
A princípio achei que estas coisas
Não podiam me afetar.
Mas estava enganado.
A religião me ensinou a ser honesto e verdadeiro.
Mas no mundo real estas “qualidade”
Não são aceitas.
Sofremos calados.
Fraquejamos.
Procuramos uma válvula de escape.
Só nos resta o pecado.
Daí...
O arrependimento.
Que é o pior castigo,
Pois vem de nosso interior.
E nos pune eternamente.
Por que temos uma maldita consciência religiosa.
Invejamos os que são felizes
Por não terem tal consciência.
Fazem tudo que é errado .
E não sofrem com isto.
Não há fuga.
Não ouço a voz de um criador.
Aliás, Ele não socorreu diversas crianças
Em situações limites,
Por que me socorreria
É onipresente...
Mas só pode ser omisso...
Por permitir um mundo tão podre, tão desvairado
O único medo que tenho...
E de que Ele exista.
E quando me for tenha de ser
Condenado a algo pior que
O mundo corrompido e sujo que Ele criou.
Eu gostaria de me extinguir.
Para todo o sempre.
E nunca mais ter consciência.
Gostaria de nunca ter ouvido falar de Deus.
De não ter tido tantas esperanças.
Para que a decepção não fosse tão grande.
Não sei se sinto pena dos outros ou de mim.
Não sei se sofro pelos outros ou por mim.
Não sei se o mundo estará melhor ou pior sem mim.
Sei que há quem dependa de mim.
Mas todos se adaptam às tragédeas.
Já ouve quem me dissesse “você é um fraco”.
Mas quem disse isto já fez um aborto e matou um desconhecido.
Estamos no mesmo barco...
O evangelho parece uma espécie de:
Argumentos de defesa perante o Altíssimo.
Coisa como "nem eu me perdôo por isto”,
Mas após ouvir tais argumentos nem achamos
Que somos tão maus assim.
Mesmo assim há quem defenda o “fogo do inferno”
Se Deus é justos, porque condenar eternamente
Uma pessoa por um crime que fez num período ínfimo
E debaixo de todo tipo de má influência e corrupção?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
ORDEM DE SERVIÇO DE 22 DE NOVEMBRO DE 2010.
O DIRETOR DE GESTÃO DE PAGAMENTO DE PESSOAS, DA SUBSECRETARIA DE GESTÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Portaria 121, de 24 de março de 2009, resolve: CONCEDER Licença Prêmio por Assiduidade, nos termos do artigo 87, da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, combinada com o artigo 1º da Lei 221, de 27 de dezembro de 1991
O DIRETOR DE GESTÃO DE PAGAMENTO DE PESSOAS, DA SUBSECRETARIA DE GESTÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Portaria 121, de 24 de março de 2009, resolve: CONCEDER Licença Prêmio por Assiduidade, nos termos do artigo 87, da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, combinada com o artigo 1º da Lei 221, de 27 de dezembro de 1991
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Se eu começar...
Deixo...
Poesia sem culpa
Tudo é belo na vida...
Que nada
Tudo só é belo quando
Alguém que amamos
Nos ama também
O mundo é cruel
A morte é inevitável
A perda sempre dói
Todo mundo trai
Todo mundo
Todos erramos
Tudo que fazemos
Tem segunda intenção
Então você me pergunta
Que depoimento é este
Que “só detona”?
E eu te digo “te amo”
E você me ama?
Depois não vai dizer
Que a vida é triste
E o mundo é ruim....
Que nada
Tudo só é belo quando
Alguém que amamos
Nos ama também
O mundo é cruel
A morte é inevitável
A perda sempre dói
Todo mundo trai
Todo mundo
Todos erramos
Tudo que fazemos
Tem segunda intenção
Então você me pergunta
Que depoimento é este
Que “só detona”?
E eu te digo “te amo”
E você me ama?
Depois não vai dizer
Que a vida é triste
E o mundo é ruim....
Que pena...
Que pena...
Que não sou o lenço,
para enxugar tuas lágrimas
Não sou o travesseiro,
para receber tua
cabecinha durante a noite
Não sou a água
pra acabar com tua sede
não sou a música
para te fazer dançar
não sou o perfume
para te fazer sonhar
não sou o sol
para te aquecer
não sou o ombro
pra te consolar
não sou o presente
pra te fazer sorrir
não sou o amor
pra te fazer feliz
Que pena...
Que não sou o lenço,
para enxugar tuas lágrimas
Não sou o travesseiro,
para receber tua
cabecinha durante a noite
Não sou a água
pra acabar com tua sede
não sou a música
para te fazer dançar
não sou o perfume
para te fazer sonhar
não sou o sol
para te aquecer
não sou o ombro
pra te consolar
não sou o presente
pra te fazer sorrir
não sou o amor
pra te fazer feliz
Que pena...
As folhas na árvore
Havia uma árvore na beira de um lago.
Três folhas nasceram no mesmo galho.
Elas eram muito unidas.
Todos os dias conversavam muito.
Certo dia, um vendaval as removeu do galho.
As três caíram no lago.
Mas cada uma foi em uma direção.
Veio a solidão.
Cada folha sofria sem a outra.
Até tentaram se reencontrar.
Mas não podiam, pois o lago era imenso.
As folhas foram envelhecendo,
amarelando.
Uma delas foi depositada na beira do lago.
com o tempo,
Outra também foi depositada no mesmo ponto.
E por último a terceira, já morta.
As outras duas lamentaram as circunstâncias.
Então uma árvore se manifestou.
- Por que este planto?
- Nossa amiga faleceu!
- Mas vocês não sabem que todos um dia irão?
- Sabemos, mas ficamos tanto tempo afastadas,
uma procurando pela outra. E agora que nos
encontramos...
Uma de nos já não mais vive.
Ao que a árvore retrucou:
- a vida sempre existirá.
Quem morre estará presente nos vivos um dia.
Está folha será alimento para outros seres vivos.
O que acaba é o indivíduo.
Por isto que é importante
amar o outro enquanto ele está próximo.
Aquele que conhecemos,
um dia poderá ser totalmente diferente.
Irreconhecível.
Nunca percam a oportunidade de dizer
“te amo” e “você é importante para mim”.
Três folhas nasceram no mesmo galho.
Elas eram muito unidas.
Todos os dias conversavam muito.
Certo dia, um vendaval as removeu do galho.
As três caíram no lago.
Mas cada uma foi em uma direção.
Veio a solidão.
Cada folha sofria sem a outra.
Até tentaram se reencontrar.
Mas não podiam, pois o lago era imenso.
As folhas foram envelhecendo,
amarelando.
Uma delas foi depositada na beira do lago.
com o tempo,
Outra também foi depositada no mesmo ponto.
E por último a terceira, já morta.
As outras duas lamentaram as circunstâncias.
Então uma árvore se manifestou.
- Por que este planto?
- Nossa amiga faleceu!
- Mas vocês não sabem que todos um dia irão?
- Sabemos, mas ficamos tanto tempo afastadas,
uma procurando pela outra. E agora que nos
encontramos...
Uma de nos já não mais vive.
Ao que a árvore retrucou:
- a vida sempre existirá.
Quem morre estará presente nos vivos um dia.
Está folha será alimento para outros seres vivos.
O que acaba é o indivíduo.
Por isto que é importante
amar o outro enquanto ele está próximo.
Aquele que conhecemos,
um dia poderá ser totalmente diferente.
Irreconhecível.
Nunca percam a oportunidade de dizer
“te amo” e “você é importante para mim”.
sábado, 18 de abril de 2009
Para Kathleen
Você:
Não é olho,
mas me faz enxergar;
Não é ouvido,
mas me faz ouvir;
Não é pele,
mas me faz sentir;
Não é boca,
mas me faz falar;
Não é imaginação,
mas está sempre em
meus pensamentos;
Não é sono,
mas me faz sonhar;
Não é música,
mas me faz relaxar;
Não é multidão,
mas acaba com minha solidão;
Não é remédio,
mas tira minha dor...
Não é olho,
mas me faz enxergar;
Não é ouvido,
mas me faz ouvir;
Não é pele,
mas me faz sentir;
Não é boca,
mas me faz falar;
Não é imaginação,
mas está sempre em
meus pensamentos;
Não é sono,
mas me faz sonhar;
Não é música,
mas me faz relaxar;
Não é multidão,
mas acaba com minha solidão;
Não é remédio,
mas tira minha dor...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
O mundo estava vazio
Ontem à noite tive um sonho...
O mundo estava vazio.
Não havia mais ninguém
À minha volta.
Então ouvi uma voz.
Era Deus.
E eu perguntei:
- Por que não há mais ninguém
À minha volta?
E Ele me disse:
- Há bilhões de pessoas
À tua volta.
- Então por que não as vejo,
Por que só vejo prédios e casas
Vazios. Carros parados
E animais tristes e quietos?
E Deus com um gesto
De carinho respondeu:
- Te ceguei
- Como?
- Te ceguei,
Agora não enxergas mais
As pessoas que têm ódio
No coração.
- Mas e quanto às crianças?
Por que não as enxergo?
- Por que também não enxergas
As pessoas que um dia vão
Odiar.
- Não, Deus, não quero isto!
Prefiro conviver com pessoas que
Têm ódio, do que viver na solidão....
O mundo estava vazio.
Não havia mais ninguém
À minha volta.
Então ouvi uma voz.
Era Deus.
E eu perguntei:
- Por que não há mais ninguém
À minha volta?
E Ele me disse:
- Há bilhões de pessoas
À tua volta.
- Então por que não as vejo,
Por que só vejo prédios e casas
Vazios. Carros parados
E animais tristes e quietos?
E Deus com um gesto
De carinho respondeu:
- Te ceguei
- Como?
- Te ceguei,
Agora não enxergas mais
As pessoas que têm ódio
No coração.
- Mas e quanto às crianças?
Por que não as enxergo?
- Por que também não enxergas
As pessoas que um dia vão
Odiar.
- Não, Deus, não quero isto!
Prefiro conviver com pessoas que
Têm ódio, do que viver na solidão....
Naquele dia
naquele dia....
Esperava que estivéssemos
olhando para o mesmo lado...
Mas não,
Eu via o presente que iria te dar
no dia dos namorados,
e você via outra pessoa.
Uma pessoa que amava mais
do que a mim.
Sei,
não podia competir
Ele era mais meigo
lindo,
jovem,
carinhoso,
eu era só mais um rapaz
que cruzara teu caminho.
Para ele você voltou tuas
lágrimas.
Para ele estavam voltadas
tuas esperanças.
Fiquei em segundo plano.
Tinha certeza que te perderia.
Mas nada fiz,
não podia com o amor.
Teu amor por ele
era mais forte
que a paixão que nos
aproximou.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Hoje estou feliz,
Nosso filho conseguiu
vencer a morte
naquele dia
no leito do Hospital.
E você me perdoou,
por eu ter dirigido embriagado.
Estamos juntos
Mas aprendi uma grande lição:
Nunca por em risco as pessoas que amamos,
mesmo que um dia elas nos perdoem.
Pois talvez nós nunca nos perdoemos.
Esperava que estivéssemos
olhando para o mesmo lado...
Mas não,
Eu via o presente que iria te dar
no dia dos namorados,
e você via outra pessoa.
Uma pessoa que amava mais
do que a mim.
Sei,
não podia competir
Ele era mais meigo
lindo,
jovem,
carinhoso,
eu era só mais um rapaz
que cruzara teu caminho.
Para ele você voltou tuas
lágrimas.
Para ele estavam voltadas
tuas esperanças.
Fiquei em segundo plano.
Tinha certeza que te perderia.
Mas nada fiz,
não podia com o amor.
Teu amor por ele
era mais forte
que a paixão que nos
aproximou.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Hoje estou feliz,
Nosso filho conseguiu
vencer a morte
naquele dia
no leito do Hospital.
E você me perdoou,
por eu ter dirigido embriagado.
Estamos juntos
Mas aprendi uma grande lição:
Nunca por em risco as pessoas que amamos,
mesmo que um dia elas nos perdoem.
Pois talvez nós nunca nos perdoemos.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
VISÃO
A genialidade consiste em ter VISÃO. O sujeito percebe que o mundo só existe para os incluídos. Que para ser incluído precisa compreender as regras. Mas as regras não são suficiente. É preciso saber usá-las em proveito próprio, sem deixar se prejudicar.
Como?
Nisto consiste a genialidade. Pessoas criativas que sabem aproveitar a oportunidade. E sabem escolher a melhor forma de fazer o sistema trabalhar a seu favor.
Não exite casa cara.
Não existe padrão de vida inacessível.
O que existe é falta de atitude, persistencia, autoconfiança, determinação, e objetivo.
Sim, tudo isto se resume à velha e conhecida VISÃO.
Quem tem visão chega a algum lugar. Quem não tem fica à margem....
Como?
Nisto consiste a genialidade. Pessoas criativas que sabem aproveitar a oportunidade. E sabem escolher a melhor forma de fazer o sistema trabalhar a seu favor.
Não exite casa cara.
Não existe padrão de vida inacessível.
O que existe é falta de atitude, persistencia, autoconfiança, determinação, e objetivo.
Sim, tudo isto se resume à velha e conhecida VISÃO.
Quem tem visão chega a algum lugar. Quem não tem fica à margem....
domingo, 28 de dezembro de 2008
O dilema do Amor

"Jaz"
do Lat. jacerev. int.,
estar deitado;
estar morto;
estar sepultado;
persistir, permanecer, estar quieto;
estar situado;
estar posto;
ant.,
estar vaga (a herança), ser jacente;
s. m.,
jazida.
Hoje visitei um cemitério. Não vejo mística na morte. Para mim é algo simples e inevitável. Nada de medo. Nada de tristeza. Só mais um estágio da vida.
Oxalá ninguém falecesse. Mas esta etapa, dizem alguns, é uma das poucas coisas partilhadas por todos sem privilegiados.
O que me moveu nesta visita foi uma lápide "Aqui jaz Benetido... Maravilhoso Marido, honrado filho, admirado pai, fiel amigo, decente cidadão, devoto paroquiano, amado por todos. Deixas saudade e lembranças carinhosas de todos. Levas o que fostes para todos".
Huum, penso que poderiam ser dizeres falseados. Coisas que as pessoas dizem por educação ou respeito em celebrações fúnebres. Depois de falecido, todos se tornam santos. A memória do mal parece automaticamente apagada.
Porém, sendo justos e verdadeiros todos os dizeres, começo a preocupar-me.
O que tenho feito para que as pessoas a minha volta lembrem-se de mim quando eu morrer?
Isto não parece algo importante. Afinal, estarei morto mesmo!
Mas, tirando a insensibilidade de lado, quantas pessoas realmente me amam? Quantas estão gratas? Para quanta sou indispensável? Quantas se inspiraram em mim para fazer coisa boas? Quantas salvei? Quantas amei? De quantas cuidei com amor e carinho?
Creio que estas perguntas feitas por mim e para mim não são tão ofensivas. Porém quando se trata de outra pessoa, tudo torna-se mais agressivo.
De repente alguém chega e diz:
- Acy Reis, o que você fez de bom nesta vida?
Ou
- Acy Reis, sua vida valeu a pena?
Eita! Questão crucial.
Não sei responder. E foi pensando nisto que decidi empreender uma maratona. Sim, uma maratona pro “Acy Reis”. O objetivo é tornar-me uma pessoa amada.
Logo de cara descobri um dos maiores obstáculos: a falta de amor no mundo a minha volta.
As pessoas estão tão cheias de ódio e rancor que até abordar alguém na rua para perguntar endereço é perigoso.
Um dia deste passei numa rua e havia criancinhas brincando de “Betim”. Diminuí a velocidade para não machucá-las. Até aí tudo bem. Quando menos esperava uma criança bateu com o Betim na lata do carro. E as outra faziam a mesma coisa, gritanto “Saí logo Zé buceta”, “Ô filho da puta, a gente qué bincá”. Total desrespeito. Elas nem podiam compreender que eu diminuíra a velocidade para não machucá-las.
Também observei que um vizinho falava coisas desagradáveis a meu respeito. Ele nem sabia meu nome, sequer tinha intimidade comigo, mas levantava falsos testemunhos a meu respeito. Ignorei. Mas fiquei sentido, magoado.
As vezes tentamos fazer o bem aos outros. Mas, o mal que alguns praticam torna todos suspeitos, “os justos pagam pelos pecadores”.
Então o desafio de ser amado pelo mundo é algo sobrenatural.
do Lat. jacerev. int.,
estar deitado;
estar morto;
estar sepultado;
persistir, permanecer, estar quieto;
estar situado;
estar posto;
ant.,
estar vaga (a herança), ser jacente;
s. m.,
jazida.
Hoje visitei um cemitério. Não vejo mística na morte. Para mim é algo simples e inevitável. Nada de medo. Nada de tristeza. Só mais um estágio da vida.
Oxalá ninguém falecesse. Mas esta etapa, dizem alguns, é uma das poucas coisas partilhadas por todos sem privilegiados.
O que me moveu nesta visita foi uma lápide "Aqui jaz Benetido... Maravilhoso Marido, honrado filho, admirado pai, fiel amigo, decente cidadão, devoto paroquiano, amado por todos. Deixas saudade e lembranças carinhosas de todos. Levas o que fostes para todos".
Huum, penso que poderiam ser dizeres falseados. Coisas que as pessoas dizem por educação ou respeito em celebrações fúnebres. Depois de falecido, todos se tornam santos. A memória do mal parece automaticamente apagada.
Porém, sendo justos e verdadeiros todos os dizeres, começo a preocupar-me.
O que tenho feito para que as pessoas a minha volta lembrem-se de mim quando eu morrer?
Isto não parece algo importante. Afinal, estarei morto mesmo!
Mas, tirando a insensibilidade de lado, quantas pessoas realmente me amam? Quantas estão gratas? Para quanta sou indispensável? Quantas se inspiraram em mim para fazer coisa boas? Quantas salvei? Quantas amei? De quantas cuidei com amor e carinho?
Creio que estas perguntas feitas por mim e para mim não são tão ofensivas. Porém quando se trata de outra pessoa, tudo torna-se mais agressivo.
De repente alguém chega e diz:
- Acy Reis, o que você fez de bom nesta vida?
Ou
- Acy Reis, sua vida valeu a pena?
Eita! Questão crucial.
Não sei responder. E foi pensando nisto que decidi empreender uma maratona. Sim, uma maratona pro “Acy Reis”. O objetivo é tornar-me uma pessoa amada.
Logo de cara descobri um dos maiores obstáculos: a falta de amor no mundo a minha volta.
As pessoas estão tão cheias de ódio e rancor que até abordar alguém na rua para perguntar endereço é perigoso.
Um dia deste passei numa rua e havia criancinhas brincando de “Betim”. Diminuí a velocidade para não machucá-las. Até aí tudo bem. Quando menos esperava uma criança bateu com o Betim na lata do carro. E as outra faziam a mesma coisa, gritanto “Saí logo Zé buceta”, “Ô filho da puta, a gente qué bincá”. Total desrespeito. Elas nem podiam compreender que eu diminuíra a velocidade para não machucá-las.
Também observei que um vizinho falava coisas desagradáveis a meu respeito. Ele nem sabia meu nome, sequer tinha intimidade comigo, mas levantava falsos testemunhos a meu respeito. Ignorei. Mas fiquei sentido, magoado.
As vezes tentamos fazer o bem aos outros. Mas, o mal que alguns praticam torna todos suspeitos, “os justos pagam pelos pecadores”.
Então o desafio de ser amado pelo mundo é algo sobrenatural.
Até Deus tem dificuldade de ser amado por todos. Sem motivo há os que o odeiam. O símbolo do cristianismo Jesus Cristo Morreu crucificado.
Resta uma questão de extrema importância: o que torna uma pessoa amada? Ajudar todos? Ser amável com todos? Fazer o bem aos que perseguem? Virar a outra face? Dizer sempre a verdade? Tentar fazer sempre o bem?
Ora, ora! Outra encruzilhada filosófica. Ninguém é dono da verdade. Ninguém sabe o que realmente é bom para os outros. A justiça é algo complexo. Às vezes uma pessoa é prejudicada pelo bem de todos. E isto não acho justo. Mas, todos serem prejudicados por causa de uma pessoa também não é justo.
Portanto, o quesito justiça inviabiliza a amor. Quantas pessoas não odeiam os representantes da lei por julgarem-se injustiçadas. Mas a autoridade só estava fazendo bem seu trabalho.
Cada reflexão estava me deixando mais longe de meu objetivo.
O desânimo foi tomando conta de meu coração.
E agora? O que fazer?
Sim, não posso conquistar o amor de todos. Mas, talvez possa alcançar o amor de um grande número de pessoas. Talvez as pessoas mais sensatas, que saibam o que é amar possam me amar.
Por que me amariam? Esta questão é pertinente. Pois, se eu tivesse algo para oferecer-lhes, não me amariam por amar. Meu amor seria algo comprado. Uma troca. Recebiam algo de mim e em troca me amariam. Definitivamente, isto não estaria certo.
Então resolvi desafiar as pessoas: QUEM CONSEGUE ME AMAR SEM RECEBER NADA EM TROCA? Amar por amar?
Resta uma questão de extrema importância: o que torna uma pessoa amada? Ajudar todos? Ser amável com todos? Fazer o bem aos que perseguem? Virar a outra face? Dizer sempre a verdade? Tentar fazer sempre o bem?
Ora, ora! Outra encruzilhada filosófica. Ninguém é dono da verdade. Ninguém sabe o que realmente é bom para os outros. A justiça é algo complexo. Às vezes uma pessoa é prejudicada pelo bem de todos. E isto não acho justo. Mas, todos serem prejudicados por causa de uma pessoa também não é justo.
Portanto, o quesito justiça inviabiliza a amor. Quantas pessoas não odeiam os representantes da lei por julgarem-se injustiçadas. Mas a autoridade só estava fazendo bem seu trabalho.
Cada reflexão estava me deixando mais longe de meu objetivo.
O desânimo foi tomando conta de meu coração.
E agora? O que fazer?
Sim, não posso conquistar o amor de todos. Mas, talvez possa alcançar o amor de um grande número de pessoas. Talvez as pessoas mais sensatas, que saibam o que é amar possam me amar.
Por que me amariam? Esta questão é pertinente. Pois, se eu tivesse algo para oferecer-lhes, não me amariam por amar. Meu amor seria algo comprado. Uma troca. Recebiam algo de mim e em troca me amariam. Definitivamente, isto não estaria certo.
Então resolvi desafiar as pessoas: QUEM CONSEGUE ME AMAR SEM RECEBER NADA EM TROCA? Amar por amar?
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
O Artefato - trecho inicial
“Alguém aproximou um lampião. Todos ficaram boquiabertos, o objeto era sem dúvida fabricado pelo homem, mas a milhões de anos. Gilberto, um dos arqueólogos, sugeriu que o objeto poderia ter sido plantado no sítio arqueológico. A doutora Marta Pirtinine, geóloga, discordou. Segundo ela, o local estava inacessível até que nós chegássemos lá. Foi preciso o uso de explosivo, o que não é muito convencional, para abrir a passagem. Seja lá o que causou o desmoronamento da passagem ocorreu a milhões de anos e a água das cheias do rio se encarregaram de expor aquela entrada ainda semi-obstruída. Neste momento Gilberto se silenciou.”
Com este depoimento o doutor Adillamare tenta se esquivar dos crimes cometidos, e atribuídos a ele. O tribunal está perplexo, crê que o professor está criando uma grande mentira para acobertar o que fez.
Corria o ano de 1976. Adillamare é o arqueólogo responsável pelos estudos no interior do Brasil. Segundo algumas crenças, o brasil já fora habitado por civilizações humanas de altíssimo conhecimento tecnológico. No intuito de comprovar esta hipótese o arqueólogo se deslocou para a Chapada dos Veadeiros.
Adillamare sempre foi determinado e detalhista. Nunca desistia. Sua infância se passou entre livros e caminhadas pelos campos. Gostava de passear sozinho e descobrir coisas escondidas. Mas o que definiu seu futuro profissional foi a descoberta de uma peça sacra, desaparecida no tempo do império. O objeto estava escondido em uma pequena gruta próxima a um riacho. O professor, na época um menino, desconfiou de uma construção antiga oculta no mato. O local explorado era um sítio de um comerciante. O garoto não perdeu tempo em informar o padre da igreja local acerca da descoberta. O comerciante foi detectado e a peça recolhida ao museu. O turismo aumentou, bem como a renda da cidade. O garoto recebeu uma bolsa de estudo e pode se formar com honras em arqueologia.
Para a expedição a Chapada dos Veadeiros o professor contou com a ajuda de figuras importantes no cenário aqueológico.
Tudo corria bem até que algo inesperado aconteceu. Pelo depoimento que teve de repetir uma centena de vezes o mundo passou a conhecer o professor. Dillamare se tornou uma lenda entre os criminosos do mundo inteiro. Nas penitenciária todos os ladrões começaram a tatuarem em seus ombros um esqueleto cujo crânio tinha as feições do arqueólogo Professor Doutor Dillamare. Por que isso? É só acompanhar o depoimento do início...
“Meritíssimo Senhor Juiz, estive todo o tempo em expedição na Chapada dos Veadeiros. Como pode comprovar o povo da cidadezinha que nos acolheu. Portanto, não tive parte em nenhum dos furtos atribuídos a mim. Mas posso dizer quem os fez. Antes, porém, devo narrar os fatos ocorridos junho deste ano.”
No tribunal estava presente pessoas de várias partes do mundo. Muitos deles banqueiros, empresários, museólogos e outras personalidades ricas e expressivas.
“Quando empreendi a busca por civilizações perdidas no interior do país, não procurava apenas civilizações indígenas. Antes nossa tarefa era encontrar civilizações como a dos Maias, Astecas e Incas. Partimos do princípio de que se em outras partes da América existiram povos de conhecimento arquitetônico avançado, por que que não aqui, no Brasil?”
Com este depoimento o doutor Adillamare tenta se esquivar dos crimes cometidos, e atribuídos a ele. O tribunal está perplexo, crê que o professor está criando uma grande mentira para acobertar o que fez.
Corria o ano de 1976. Adillamare é o arqueólogo responsável pelos estudos no interior do Brasil. Segundo algumas crenças, o brasil já fora habitado por civilizações humanas de altíssimo conhecimento tecnológico. No intuito de comprovar esta hipótese o arqueólogo se deslocou para a Chapada dos Veadeiros.
Adillamare sempre foi determinado e detalhista. Nunca desistia. Sua infância se passou entre livros e caminhadas pelos campos. Gostava de passear sozinho e descobrir coisas escondidas. Mas o que definiu seu futuro profissional foi a descoberta de uma peça sacra, desaparecida no tempo do império. O objeto estava escondido em uma pequena gruta próxima a um riacho. O professor, na época um menino, desconfiou de uma construção antiga oculta no mato. O local explorado era um sítio de um comerciante. O garoto não perdeu tempo em informar o padre da igreja local acerca da descoberta. O comerciante foi detectado e a peça recolhida ao museu. O turismo aumentou, bem como a renda da cidade. O garoto recebeu uma bolsa de estudo e pode se formar com honras em arqueologia.
Para a expedição a Chapada dos Veadeiros o professor contou com a ajuda de figuras importantes no cenário aqueológico.
Tudo corria bem até que algo inesperado aconteceu. Pelo depoimento que teve de repetir uma centena de vezes o mundo passou a conhecer o professor. Dillamare se tornou uma lenda entre os criminosos do mundo inteiro. Nas penitenciária todos os ladrões começaram a tatuarem em seus ombros um esqueleto cujo crânio tinha as feições do arqueólogo Professor Doutor Dillamare. Por que isso? É só acompanhar o depoimento do início...
“Meritíssimo Senhor Juiz, estive todo o tempo em expedição na Chapada dos Veadeiros. Como pode comprovar o povo da cidadezinha que nos acolheu. Portanto, não tive parte em nenhum dos furtos atribuídos a mim. Mas posso dizer quem os fez. Antes, porém, devo narrar os fatos ocorridos junho deste ano.”
No tribunal estava presente pessoas de várias partes do mundo. Muitos deles banqueiros, empresários, museólogos e outras personalidades ricas e expressivas.
“Quando empreendi a busca por civilizações perdidas no interior do país, não procurava apenas civilizações indígenas. Antes nossa tarefa era encontrar civilizações como a dos Maias, Astecas e Incas. Partimos do princípio de que se em outras partes da América existiram povos de conhecimento arquitetônico avançado, por que que não aqui, no Brasil?”
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sábado, 29 de novembro de 2008
O dilema da criação de valores - continuação
A tendência natural é querer sempre mais e mais. O que foi conquistado nunca é suficiente. Quem conquista mais tem mais “status”. Que fica estagnado acaba no ostracismo: desprezado, discriminado.
Perceber que suas ações são incoerentes é quase impossível. Uma cegueira protetora forma-se. Pois pior do que enxergar-se com um ser egoísta é sentir-se excluído.
Portanto, mesmo que alguém perceba que seus atos não são éticos, incluir-se será mais importante. E apoiar o grupo em suas ideologias mais condizente.
Tanto faz viver isolado em uma ilha ou no centro de uma grande metrópole. A questão não é o que se faz com a vida, mas que todos vivem não importa que estilo escolha. Ter ou não ter não muda a necessidade de lutar pela sobrevivência e sentir prazer.
Se o vazio que cada um sente não for ocupado por uma atividade qualquer é certo que a loucura tomará lugar. Ninguém consegue vencer a ausência de sentido da vida. Uns recorrem à religião, outros ao trabalho, há os que preferem o lazer, romances, noitadas, companhia de familiares ou amigos, ou criar um hobby.
Mas isolar-se em reflexões pode ser perigoso. E nem todos têm estrutura para tanto.
Nada é realmente importante. E ao mesmo tempo tudo é importante. É o paradoxo do tudo ou nada.
É preciso acreditar em algo para poder lutar. Mas toda construção só tem valor emocional e teórico. A terra ou o universo não estão gratos por nada que alguém venha a criar.
Perceber que suas ações são incoerentes é quase impossível. Uma cegueira protetora forma-se. Pois pior do que enxergar-se com um ser egoísta é sentir-se excluído.
Portanto, mesmo que alguém perceba que seus atos não são éticos, incluir-se será mais importante. E apoiar o grupo em suas ideologias mais condizente.
Tanto faz viver isolado em uma ilha ou no centro de uma grande metrópole. A questão não é o que se faz com a vida, mas que todos vivem não importa que estilo escolha. Ter ou não ter não muda a necessidade de lutar pela sobrevivência e sentir prazer.
Se o vazio que cada um sente não for ocupado por uma atividade qualquer é certo que a loucura tomará lugar. Ninguém consegue vencer a ausência de sentido da vida. Uns recorrem à religião, outros ao trabalho, há os que preferem o lazer, romances, noitadas, companhia de familiares ou amigos, ou criar um hobby.
Mas isolar-se em reflexões pode ser perigoso. E nem todos têm estrutura para tanto.
Nada é realmente importante. E ao mesmo tempo tudo é importante. É o paradoxo do tudo ou nada.
É preciso acreditar em algo para poder lutar. Mas toda construção só tem valor emocional e teórico. A terra ou o universo não estão gratos por nada que alguém venha a criar.
O dilema da criação de valores
A construção da vida é inútil.
Qualquer escolha leva a nada.
Tanto faz ser um líder poderoso, um artista famoso, ou um humilde funcionário de uma fábrica. Todos são iguais perante as leis da natureza.
A catástrofe se abete sobre elite ou povão. Tanto ricos quanto pobres são vítimas indefesas da ordem inexorável dos limites: acidentes, morte, mutilações, depressão, doenças, violência, infortúnio, miséria, perseguição, desgosto, decepção, perda, fracasso, medo, desespero, obrigação, luta pela vida, solidão, abandono e amargura.
Porém, nenhumas destas coisas teriam valor se não houvesse quem cresse em tal valor.
Todos os dias, milhares de pessoas sofrem acidentes de trânsito. Mas, só uma pequena parcela emociona-se com os acidentados. Normalmente parentes e amigos.
Quantas pessoas falecem diariamente. Mas o mundo todo chora por estas? Claro que não. Só seus entes mais próximos.
Por que só há preocupação e sofrimento por aqueles com quem se tem intimidade? Ora, é simples, por que chorar ou não chorar nada muda na ordem natural das coisas. Sofrer ou ignorar não faz diferença. A menos que a tragédia de uns inspire outros a evitarem os riscos.
Desde a mais tenra idade todos são ensinados a assumirem valores. Muitos deste para conservar a sociedade. Outros tantos meras superstições advindas de mitos não questionados. E uns tantos valores tornam-se inclusive prejudiciais. Quantas boas oportunidades de negócios não lograram bom destino devido a escrúpulos incoerentes.
Falar em escrúpulo, inclusive, é extremamente agressivo. Todos se acreditam seres éticos. E realmente são se considerado um mundo restrito, recortado e delimitado. Porém, quando se olha para a imensidão do mundo e observam-se as disparidades, privilégios, e inconsciências do quanto às atitudes praticadas são egoístas e insensíveis este dogma do “eu sou ético” torna-se infundado. Por mais pobre que alguém seja os benefícios da industrialização e da infra-estrutura urbana sempre os alcança. Então vem a ponderável consideração: alguém está a salvo de desperdiçar recursos? Água? Energia elétrica?
Qualquer escolha leva a nada.
Tanto faz ser um líder poderoso, um artista famoso, ou um humilde funcionário de uma fábrica. Todos são iguais perante as leis da natureza.
A catástrofe se abete sobre elite ou povão. Tanto ricos quanto pobres são vítimas indefesas da ordem inexorável dos limites: acidentes, morte, mutilações, depressão, doenças, violência, infortúnio, miséria, perseguição, desgosto, decepção, perda, fracasso, medo, desespero, obrigação, luta pela vida, solidão, abandono e amargura.
Porém, nenhumas destas coisas teriam valor se não houvesse quem cresse em tal valor.
Todos os dias, milhares de pessoas sofrem acidentes de trânsito. Mas, só uma pequena parcela emociona-se com os acidentados. Normalmente parentes e amigos.
Quantas pessoas falecem diariamente. Mas o mundo todo chora por estas? Claro que não. Só seus entes mais próximos.
Por que só há preocupação e sofrimento por aqueles com quem se tem intimidade? Ora, é simples, por que chorar ou não chorar nada muda na ordem natural das coisas. Sofrer ou ignorar não faz diferença. A menos que a tragédia de uns inspire outros a evitarem os riscos.
Desde a mais tenra idade todos são ensinados a assumirem valores. Muitos deste para conservar a sociedade. Outros tantos meras superstições advindas de mitos não questionados. E uns tantos valores tornam-se inclusive prejudiciais. Quantas boas oportunidades de negócios não lograram bom destino devido a escrúpulos incoerentes.
Falar em escrúpulo, inclusive, é extremamente agressivo. Todos se acreditam seres éticos. E realmente são se considerado um mundo restrito, recortado e delimitado. Porém, quando se olha para a imensidão do mundo e observam-se as disparidades, privilégios, e inconsciências do quanto às atitudes praticadas são egoístas e insensíveis este dogma do “eu sou ético” torna-se infundado. Por mais pobre que alguém seja os benefícios da industrialização e da infra-estrutura urbana sempre os alcança. Então vem a ponderável consideração: alguém está a salvo de desperdiçar recursos? Água? Energia elétrica?
E quanto a diminuição da vida útil de eletrodomésticos? Com empréstimos facilitados e financiamento de produtos junto às próprias revendedoras a aquisição tornou-se mais fácil que a conservação.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Não tive
Não tive:
As melhores escolas;
A melhor moradia;
As melhores roupas;
Carros de luxo;
Comida farta;
Brinquedos sofisticados;
Familiares me cercando e bajulando;
Apoio a meus sonhos;
Conforto;
Segurança;
Assistência Médica de Qualidade.
Sonhei com tudo isto.
Lutei por tudo isto.
Agora tenho!
Mas não parece tão bom quanto imaginei.
Vejo pessoas que tiveram tudo isto
e não acham tão extraordinário.
Talvez se os papéis fossem trocados,
Vissem tudo com outros olhos.
Conheci pessoas que tiveram acesso a todos
os bens e conforto materiais.
E percebi que o destino era muito diverso.
Alguns buscaram o caminho do “bem”,
Outros optaram pelo caminho do “mal”.
Então ter ou não ter não faz diferença.
Mas conforto nunca é demais.
E valor e tão importante quanto os bens materiais.
As melhores escolas;
A melhor moradia;
As melhores roupas;
Carros de luxo;
Comida farta;
Brinquedos sofisticados;
Familiares me cercando e bajulando;
Apoio a meus sonhos;
Conforto;
Segurança;
Assistência Médica de Qualidade.
Sonhei com tudo isto.
Lutei por tudo isto.
Agora tenho!
Mas não parece tão bom quanto imaginei.
Vejo pessoas que tiveram tudo isto
e não acham tão extraordinário.
Talvez se os papéis fossem trocados,
Vissem tudo com outros olhos.
Conheci pessoas que tiveram acesso a todos
os bens e conforto materiais.
E percebi que o destino era muito diverso.
Alguns buscaram o caminho do “bem”,
Outros optaram pelo caminho do “mal”.
Então ter ou não ter não faz diferença.
Mas conforto nunca é demais.
E valor e tão importante quanto os bens materiais.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Julgamento sem fatos
O desumano julgamento
encarcerou minh'alma
no abismo da dor.
Reprimi minha imagem,
para desconhecido oculto,
mas sofri a solidão
de ser honesto
sem ser crido.
Toda indagação que me fazem
vem em tom acusativo.
Se respondo ou não
o inquisidor me tem por culpado.
Meus atos traem minhas intenções
Sou honesto, mas descrido.
Não penso em viver
para agradar.
Mas não me agrada o
ostracismo.
Ao menos um...
Ao menos você, creia:
sou sincero.
Mas não sei demonstrar
isto, sem ferir ou ser ferido.
sábado, 25 de outubro de 2008
Memória de além túmulo
Fui...
Agora não existo.
Sorri, brinquei, bebi, chorei,
corri, parei, sofri, aprendi, voei,
venci, perdi, ganhei, amei,
comprei, vendi, subi, desci,
nasci, morri.
Agora, despejado estou em cova de um cemitério.
Uma lápide, mal cuidada, marca meu endereço.
Um mármore frio cobre meu corpo inerte e putrefeito.
Meus sonhos estão no passado.
Mas sempre estiveram no futuro.
Debati, briguei, discuti, odiei.
Mas a tristeza restou apenas aos que ficam, e que me amaram.
Os que não me conheceram, nunca conhecerão.
Os que me ama, aos poucos me esquecerão.
Só fragmentos, do que representei, visitarão seus pensamentos.
Em "flashes" rápidos e inexos.
Sobrei ter vivido, mas não sou inesquecível.
Não me tornei um ícone, sequer um nome importante.
Da sina de todo ser vivente, também participei.
E a quem ler este monólogo,
não tente me conhecer.
Basta saber que um dia também seguirás meu destino.
A meu lado ainda há vagas.
Espero que deixes mais pessoas te amando.
Pois este é o único arrependimento que tenho:
não conquistei muita gente.
E os poucos que me amaram,
não o fez por esforço meu.
Agora não existo.
Sorri, brinquei, bebi, chorei,
corri, parei, sofri, aprendi, voei,
venci, perdi, ganhei, amei,
comprei, vendi, subi, desci,
nasci, morri.
Agora, despejado estou em cova de um cemitério.
Uma lápide, mal cuidada, marca meu endereço.
Um mármore frio cobre meu corpo inerte e putrefeito.
Meus sonhos estão no passado.
Mas sempre estiveram no futuro.
Debati, briguei, discuti, odiei.
Mas a tristeza restou apenas aos que ficam, e que me amaram.
Os que não me conheceram, nunca conhecerão.
Os que me ama, aos poucos me esquecerão.
Só fragmentos, do que representei, visitarão seus pensamentos.
Em "flashes" rápidos e inexos.
Sobrei ter vivido, mas não sou inesquecível.
Não me tornei um ícone, sequer um nome importante.
Da sina de todo ser vivente, também participei.
E a quem ler este monólogo,
não tente me conhecer.
Basta saber que um dia também seguirás meu destino.
A meu lado ainda há vagas.
Espero que deixes mais pessoas te amando.
Pois este é o único arrependimento que tenho:
não conquistei muita gente.
E os poucos que me amaram,
não o fez por esforço meu.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Violência
A violência tem dois lados: autor e vítima. Mas uma só causa: falta de amor.
Bem diz o velho ditado: quem apanha nunca esquece.
Esperar resolver da noite para o dia a violência é ser inocente. Pois a sociedade não é homogênia. Machado de Assis até fez um conto "A igreja do diabo", versando sobre a inconstância do ato de ser mal.
As circunstâncias têm papel preponderante na escolha do caminho maniqueísta: bem/mal.
A melhor saída é melhorar a cultura da bondade, fidelidade, carinho, amor, apresso e, enfim, respeito pelo próximo.
Perdoar é indispensável para quebrar o fio. Pois a vingança é um vírus que se propaga.
Bem diz o velho ditado: quem apanha nunca esquece.
Esperar resolver da noite para o dia a violência é ser inocente. Pois a sociedade não é homogênia. Machado de Assis até fez um conto "A igreja do diabo", versando sobre a inconstância do ato de ser mal.
As circunstâncias têm papel preponderante na escolha do caminho maniqueísta: bem/mal.
A melhor saída é melhorar a cultura da bondade, fidelidade, carinho, amor, apresso e, enfim, respeito pelo próximo.
Perdoar é indispensável para quebrar o fio. Pois a vingança é um vírus que se propaga.
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